O Dízimo na Bíblia: O Que as Escrituras Realmente Ensinam?
Introdução
O tema do dízimo é frequentemente apresentado como uma obrigação financeira para os cristãos, como se Deus tivesse determinado que todos os seus servos deveriam entregar uma quantia em dinheiro semanal, quinzenal ou mensalmente à igreja. Porém, quando examinamos as Escrituras com atenção, percebemos que o dízimo apresentado no Antigo Testamento estava relacionado principalmente à produção da terra, aos animais e aos alimentos, dentro da realidade da sociedade de Israel. Também é importante observar que Jesus e os apóstolos não estabeleceram um sistema de cobrança de dízimos em dinheiro para seus discípulos. Pelo contrário, encontramos entre os primeiros cristãos um espírito de generosidade, partilha e cuidado com os necessitados. Por isso, neste estudo veremos três pontos fundamentais sobre o dízimo: o que ele representava no Antigo Testamento, como os primeiros cristãos lidavam com seus bens e como o dízimo é apresentado por muitos líderes religiosos atualmente.
1. O dízimo no Antigo Testamento não era apresentado como uma cobrança mensal em dinheiro
Quando examinamos a Lei de Moisés, encontramos o dízimo relacionado à produção agrícola e aos animais. Levítico 27:30 diz: “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor.” E o versículo seguinte continua tratando dos animais: “No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.” Levítico 27:32 Portanto, o texto bíblico apresenta o dízimo dentro de uma realidade essencialmente agrícola e pecuária. Deuteronômio 14 também apresenta uma orientação importante. O israelita deveria separar o dízimo da produção e utilizá-lo em uma ocasião determinada: “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo.” Deuteronômio 14:22 Observe a expressão “cada ano”. O texto não estabelece uma cobrança semanal ou mensal. Além disso, havia uma determinação específica relacionada ao terceiro ano: “Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás dentro das tuas portas. Então virão o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva... e comerão, e se fartarão.” Deuteronômio 14:28-29 Esse texto é fundamental porque mostra que o assunto não era simplesmente entregar algo para uma liderança religiosa acumular para si. O propósito incluía o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva — pessoas que necessitavam de sustento. Deuteronômio 26:12 reforça essa mesma finalidade: “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas e se fartem.” Portanto, é necessário ler o conjunto das instruções bíblicas, e não apenas um versículo isolado. O modelo apresentado na Lei estava ligado à produção de Israel e também tinha uma importante função social: havia participação dos necessitados nos recursos separados por meio do sistema estabelecido na Lei.
2. Jesus e os apóstolos não estabeleceram uma cobrança de dízimos em dinheiro
Ao chegarmos ao Novo Testamento, encontramos uma mudança significativa na forma como os discípulos são orientados a lidar com seus bens. Jesus não estabeleceu uma regra dizendo aos seus seguidores: “Entreguem dez por cento do seu salário todos os meses.” Quando Jesus fala sobre o dízimo em Mateus 23:23, ele está falando aos escribas e fariseus dentro do contexto da Lei judaica. Ele menciona a prática deles de dar o dízimo das pequenas produções, mas denuncia a negligência de questões muito mais importantes: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé...” Mateus 23:23 Jesus não apresenta ali um sistema de cobrança salarial para seus discípulos. Também encontramos no livro de Atos uma prática muito diferente entre os primeiros cristãos. Eles não eram incentivados simplesmente a entregar dinheiro a uma liderança para enriquecimento pessoal. Havia uma disposição de compartilhar aquilo que possuíam. Atos 2:44-45 declara: “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.” Atos 4:34-35 acrescenta: “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.” Aqui encontramos um princípio muito claro: o objetivo era cuidar daqueles que tinham necessidade. Isso não significa que o Novo Testamento condene a contribuição financeira ou a generosidade. Pelo contrário, os cristãos são constantemente ensinados a contribuir voluntariamente e com amor. Paulo escreveu: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7 A expressão “não com tristeza ou por necessidade” é importante. A contribuição cristã é apresentada como algo voluntário, motivado pela generosidade e pelo amor, e não simplesmente como uma cobrança religiosa.
3. O uso de Malaquias para transformar o dízimo em cobrança obrigatória
Um dos textos mais utilizados atualmente para exigir o pagamento de dízimos é Malaquias 3:10: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa...” Esse versículo é frequentemente apresentado isoladamente como se fosse uma ordem direta para que todos os cristãos entreguem dez por cento de seu salário todos os meses. Entretanto, existe uma questão fundamental: o que Malaquias estava tratando? O contexto pertence à aliança de Israel e ao sistema estabelecido pela Lei. O texto fala sobre os dízimos e sobre o “mantimento” na casa de Deus. Portanto, não é correto simplesmente retirar Malaquias de seu contexto histórico e transformá-lo automaticamente em uma regra moderna de cobrança salarial. Mais importante ainda é perceber que muitos discursos religiosos citam Malaquias 3:10, mas raramente apresentam ao povo todo o contexto de Deuteronômio 14:22-29 e Deuteronômio 26:12. Quando lemos esses textos, encontramos os dízimos relacionados à produção e também encontramos o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva recebendo participação. Por isso, se alguém utiliza o sistema do dízimo do Antigo Testamento como uma obrigação para os cristãos atuais, deveria pelo menos explicar integralmente como esse sistema funcionava, em vez de selecionar somente o trecho que fala sobre trazer os dízimos. Também é preciso perguntar: onde Jesus determinou que seus discípulos deveriam entregar dez por cento de seus salários semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente? Onde os apóstolos estabeleceram uma tabela de cobrança de dízimos? O Novo Testamento não apresenta essa regra. O que encontramos é a orientação para contribuir voluntariamente, ajudar os necessitados e utilizar os recursos com amor e responsabilidade. O problema não está em alguém contribuir financeiramente. A generosidade é uma virtude cristã. O problema surge quando a contribuição é transformada em obrigação religiosa, acompanhada de medo, ameaça, condenação ou promessa de enriquecimento, como se Deus estivesse cobrando uma porcentagem do salário de cada pessoa. Se uma liderança religiosa ensina que o cristão é obrigado a entregar dinheiro como dízimo, é justo perguntar: onde está essa determinação de Cristo ou dos apóstolos?
Conclusão
Ao examinarmos as Escrituras de maneira ampla, percebemos que o dízimo do Antigo Testamento fazia parte da organização de Israel e estava relacionado principalmente à produção da terra e aos animais. Havia também determinações específicas sobre sua utilização e sobre o auxílio ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva. No Novo Testamento, não encontramos Jesus estabelecendo uma cobrança mensal de dez por cento do salário de seus discípulos. Também não encontramos os apóstolos criando um sistema de cobrança financeira semelhante ao que muitas pessoas conhecem atualmente. Encontramos, porém, generosidade, voluntariedade, partilha e cuidado com os necessitados. Por isso, é necessário abrir os olhos e examinar as Escrituras por completo. Não devemos construir uma doutrina utilizando apenas um versículo enquanto ignoramos outros textos que explicam o contexto. Deus não precisa ser apresentado como alguém que ameaça o seu povo para conseguir dinheiro. A verdadeira generosidade nasce de um coração disposto a ajudar. Como Paulo ensinou: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7 Assim, mais importante do que perguntar “quanto eu sou obrigado a entregar?”, o cristão deveria perguntar: “Como posso usar aquilo que Deus colocou em minhas mãos para ajudar o próximo, socorrer os necessitados e demonstrar amor?” Esse é o princípio de generosidade que vemos claramente nas páginas do Novo Testamento.
El Diezmo en la Biblia: ¿Qué Enseñan Realmente las Escrituras?
Introducción
El tema del diezmo se presenta frecuentemente como una obligación financiera para los cristianos, como si Dios hubiera determinado que todos sus siervos debieran entregar una cantidad de dinero semanal, quincenal o mensualmente a la iglesia. Sin embargo, cuando examinamos las Escrituras con atención, nos damos cuenta de que el diezmo presentado en el Antiguo Testamento estaba relacionado principalmente con la producción de la tierra, los animales y los alimentos, dentro de la realidad de la sociedad de Israel. También es importante observar que Jesús y los apóstoles no establecieron un sistema de cobro de diezmos en dinero para sus discípulos. Por el contrario, encontramos entre los primeros cristianos un espíritu de generosidad, de compartir y de cuidado hacia los necesitados. Por eso, en este estudio veremos tres puntos fundamentales sobre el diezmo: qué representaba en el Antiguo Testamento, cómo los primeros cristianos trataban sus bienes y cómo el diezmo es presentado actualmente por muchos líderes religiosos.
1. El diezmo en el Antiguo Testamento no era presentado como un cobro mensual en dinero
Cuando examinamos la Ley de Moisés, encontramos el diezmo relacionado con la producción agrícola y los animales. Levítico 27:30 dice: “También todas las décimas de la tierra, así de la simiente de la tierra como del fruto de los árboles, son del Señor.” Y el versículo siguiente continúa tratando sobre los animales: “Y toda décima de vacas o de ovejas, de todo lo que pasa bajo la vara, el diezmo será santo al Señor.” Levítico 27:32 Por lo tanto, el texto bíblico presenta el diezmo dentro de una realidad esencialmente agrícola y ganadera. Deuteronomio 14 también presenta una orientación importante. El israelita debía separar el diezmo de la producción y utilizarlo en una ocasión determinada: “Indefectiblemente diezmarás todo el producto de tu semilla que cada año se recogiere del campo.” Deuteronomio 14:22 Observe la expresión «cada año». El texto no establece un cobro semanal o mensual. Además, había una disposición específica relacionada con el tercer año: “Al cabo de tres años sacarás todo el diezmo de tus productos en aquel año, y lo guardarás en tus ciudades. Y vendrá el levita, que no tiene parte ni heredad contigo, y el extranjero, el huérfano y la viuda... y comerán y serán saciados.” Deuteronomio 14:28-29 Este texto es fundamental porque muestra que el asunto no consistía simplemente en entregar algo para que un liderazgo religioso lo acumulara para sí. El propósito incluía al levita, al extranjero, al huérfano y a la viuda: personas que necesitaban sustento. Deuteronomio 26:12 refuerza esta misma finalidad: “Cuando acabes de diezmar todo el diezmo de tus productos en el año tercero, el año del diezmo, darás también al levita, al extranjero, al huérfano y a la viuda, para que coman dentro de tus ciudades y se sacien.” Por lo tanto, es necesario leer el conjunto de las instrucciones bíblicas y no solamente un versículo aislado. El modelo presentado en la Ley estaba relacionado con la producción de Israel y también tenía una importante función social: los necesitados participaban de los recursos separados mediante el sistema establecido en la Ley.
2. Jesús y los apóstoles no establecieron un cobro de diezmos en dinero
Al llegar al Nuevo Testamento, encontramos un cambio significativo en la manera en que los discípulos son orientados a tratar sus bienes. Jesús no estableció una regla diciendo a sus seguidores: «Entreguen el diez por ciento de su salario todos los meses». Cuando Jesús habla sobre el diezmo en Mateo 23:23, está hablando a los escribas y fariseos dentro del contexto de la Ley judía. Él menciona la práctica que ellos tenían de dar el diezmo de pequeñas producciones, pero denuncia el descuido de cuestiones mucho más importantes: “¡Ay de vosotros, escribas y fariseos, hipócritas! Porque diezmáis la menta y el eneldo y el comino, y dejáis lo más importante de la ley: la justicia, la misericordia y la fe...” Mateo 23:23 Jesús no presenta allí un sistema de cobro salarial para sus discípulos. También encontramos en el libro de los Hechos una práctica muy diferente entre los primeros cristianos. No se les incentivaba simplemente a entregar dinero a un liderazgo para su enriquecimiento personal. Existía una disposición a compartir aquello que poseían. Hechos 2:44-45 declara: “Todos los que habían creído estaban juntos, y tenían todas las cosas en común; y vendían sus propiedades y sus bienes, y lo repartían a todos según la necesidad de cada uno.” Hechos 4:34-35 añade: “Así que no había entre ellos ningún necesitado; porque todos los que poseían heredades o casas, las vendían, y traían el precio de lo vendido, y lo ponían a los pies de los apóstoles; y se repartía a cada uno según su necesidad.”» Aquí encontramos un principio muy claro: el objetivo era cuidar de aquellos que tenían necesidad. Esto no significa que el Nuevo Testamento condene la contribución financiera o la generosidad. Por el contrario, los cristianos reciben constantemente la enseñanza de contribuir voluntariamente y con amor. Pablo escribió: “Cada uno dé como propuso en su corazón: no con tristeza, ni por necesidad; porque Dios ama al dador alegre.” 2 Corintios 9:7 La expresión «no con tristeza, ni por necesidad» es importante. La contribución cristiana se presenta como algo voluntario, motivado por la generosidad y el amor, y no simplemente como un cobro religioso.
3. El uso de Malaquías para convertir el diezmo en un cobro obligatorio
Uno de los textos más utilizados actualmente para exigir el pago de diezmos es Malaquías 3:10: “Traed todos los diezmos al alfolí, y haya alimento en mi casa...” Este versículo frecuentemente se presenta de manera aislada como si fuera una orden directa para que todos los cristianos entreguen el diez por ciento de su salario todos los meses. Sin embargo, existe una cuestión fundamental: ¿qué estaba tratando Malaquías? El contexto pertenece al pacto de Israel y al sistema establecido por la Ley. El texto habla sobre los diezmos y sobre el «alimento» en la casa de Dios. Por lo tanto, no es correcto simplemente sacar a Malaquías de su contexto histórico y transformarlo automáticamente en una regla moderna de cobro salarial. Más importante aún es darse cuenta de que muchos discursos religiosos citan Malaquías 3:10, pero rara vez presentan al pueblo todo el contexto de Deuteronomio 14:22-29 y Deuteronomio 26:12. Cuando leemos estos textos, encontramos los diezmos relacionados con la producción y también encontramos al levita, al extranjero, al huérfano y a la viuda recibiendo una parte. Por eso, si alguien utiliza el sistema del diezmo del Antiguo Testamento como una obligación para los cristianos actuales, debería al menos explicar íntegramente cómo funcionaba ese sistema, en lugar de seleccionar solamente el pasaje que habla de traer los diezmos. También es necesario preguntar: ¿dónde determinó Jesús que sus discípulos debían entregar el diez por ciento de sus salarios semanalmente, quincenalmente o mensualmente? ¿Dónde establecieron los apóstoles una tabla de cobro de diezmos? El Nuevo Testamento no presenta esta regla. Lo que encontramos es la orientación de contribuir voluntariamente, ayudar a los necesitados y utilizar los recursos con amor y responsabilidad. El problema no está en que alguien contribuya financieramente. La generosidad es una virtud cristiana. El problema surge cuando la contribución se transforma en una obligación religiosa, acompañada de miedo, amenaza, condenación o promesa de enriquecimiento, como si Dios estuviera cobrando un porcentaje del salario de cada persona. Si un liderazgo religioso enseña que el cristiano está obligado a entregar dinero como diezmo, es justo preguntar: ¿dónde está esa determinación de Cristo o de los apóstoles?
Conclusión
Al examinar las Escrituras de manera amplia, nos damos cuenta de que el diezmo del Antiguo Testamento formaba parte de la organización de Israel y estaba relacionado principalmente con la producción de la tierra y los animales. También existían disposiciones específicas sobre su utilización y sobre la ayuda al levita, al extranjero, al huérfano y a la viuda. En el Nuevo Testamento, no encontramos a Jesús estableciendo un cobro mensual del diez por ciento del salario de sus discípulos. Tampoco encontramos a los apóstoles creando un sistema de cobro financiero semejante al que muchas personas conocen actualmente. Encontramos, sin embargo, generosidad, voluntariedad, compartir y cuidado de los necesitados. Por eso, es necesario abrir los ojos y examinar las Escrituras por completo. No debemos construir una doctrina utilizando solamente un versículo mientras ignoramos otros textos que explican el contexto. Dios no necesita ser presentado como alguien que amenaza a su pueblo para conseguir dinero. La verdadera generosidad nace de un corazón dispuesto a ayudar. Como enseñó Pablo: “Cada uno dé como propuso en su corazón: no con tristeza, ni por necesidad; porque Dios ama al dador alegre.” 2 Corintios 9:7 Así, más importante que preguntar «¿cuánto estoy obligado a entregar?», el cristiano debería preguntar: «¿Cómo puedo utilizar aquello que Dios ha puesto en mis manos para ayudar al prójimo, socorrer a los necesitados y demostrar amor?» Este es el principio de generosidad que vemos claramente en las páginas del Nuevo Testamento.
The Tithe in the Bible: What Do the Scriptures Really Teach?
Introduction
The subject of tithing is often presented as a financial obligation for Christians, as though God had determined that all His servants should give a certain amount of money weekly, biweekly, or monthly to the church. However, when we examine the Scriptures carefully, we see that the tithe presented in the Old Testament was primarily related to the produce of the land, animals, and food, within the reality of Israelite society. It is also important to observe that Jesus and the apostles did not establish a system of collecting monetary tithes from their disciples. On the contrary, among the early Christians we find a spirit of generosity, sharing, and care for those in need. Therefore, in this study we will examine three fundamental points about tithing: what it represented in the Old Testament, how the early Christians dealt with their possessions, and how tithing is presented by many religious leaders today.
1. The tithe in the Old Testament was not presented as a monthly monetary payment
When we examine the Law of Moses, we find the tithe associated with agricultural produce and animals. Leviticus 27:30 says: “And all the tithe of the land, whether of the seed of the land or of the fruit of the tree, is the LORD’s.” And the following verse continues by addressing animals: “And concerning the tithe of the herd or of the flock, even of whatsoever passeth under the rod, the tenth shall be holy unto the LORD.” Leviticus 27:32 Therefore, the biblical text presents the tithe within an essentially agricultural and pastoral context. Deuteronomy 14 also presents an important instruction. The Israelite was to set aside the tithe of the produce and use it at a specific time: “Thou shalt truly tithe all the increase of thy seed, that the field bringeth forth year by year.” Deuteronomy 14:22 Notice the expression “year by year.” The text does not establish a weekly or monthly payment. In addition, there was a specific provision concerning the third year: “At the end of three years thou shalt bring forth all the tithe of thine increase the same year, and shalt lay it up within thy gates: And the Levite, because he hath no part nor inheritance with thee, and the stranger, and the fatherless, and the widow... shall eat and be satisfied.” Deuteronomy 14:28–29 This text is fundamental because it shows that the matter was not simply about giving something to a religious leader to accumulate for himself. The purpose included the Levite, the foreigner, the fatherless, and the widow—people who needed sustenance. Deuteronomy 26:12 reinforces the same purpose: “When thou hast made an end of tithing all the tithes of thine increase the third year, which is the year of tithing, and hast given it unto the Levite, the stranger, the fatherless, and the widow, that they may eat within thy gates, and be filled.” Therefore, it is necessary to read the complete set of biblical instructions rather than relying on a single isolated verse. The model presented in the Law was connected to Israel’s agricultural production and also had an important social function: those in need participated in the resources set aside through the system established by the Law.
2. Jesus and the apostles did not establish a monetary tithe requirement
When we come to the New Testament, we find a significant difference in the way the disciples were instructed to deal with their possessions. Jesus did not establish a rule saying to His followers, “Give ten percent of your salary every month.” When Jesus speaks about tithing in Matthew 23:23, He is speaking to the scribes and Pharisees within the context of the Jewish Law. He mentions their practice of tithing even the smallest agricultural produce, but He condemns their neglect of much more important matters: “Woe unto you, scribes and Pharisees, hypocrites! for ye pay tithe of mint and anise and cummin, and have omitted the weightier matters of the law, judgment, mercy, and faith...” Matthew 23:23 Jesus does not present there a salary-based collection system for His disciples. We also find in the book of Acts a very different practice among the early Christians. They were not simply encouraged to give money to a leadership for personal enrichment. There was a willingness to share what they possessed. Acts 2:44–45 declares: “And all that believed were together, and had all things common; And sold their possessions and goods, and parted them to all men, as every man had need.” Acts 4:34–35 adds: “Neither was there any among them that lacked: for as many as were possessors of lands or houses sold them, and brought the prices of the things that were sold, And laid them down at the apostles’ feet: and distribution was made unto every man according as he had need.” Here we find a very clear principle: the objective was to care for those who were in need. This does not mean that the New Testament condemns financial contributions or generosity. On the contrary, Christians are continually taught to give voluntarily and with love. Paul wrote: “Every man according as he purposeth in his heart, so let him give; not grudgingly, or of necessity: for God loveth a cheerful giver.” 2 Corinthians 9:7 The expression “not grudgingly, or of necessity” is important. Christian giving is presented as something voluntary, motivated by generosity and love, rather than simply as a religious obligation.
3. The use of Malachi to turn tithing into a mandatory payment
One of the passages most commonly used today to demand the payment of tithes is Malachi 3:10: “Bring ye all the tithes into the storehouse, that there may be meat in mine house...” This verse is often presented in isolation as though it were a direct command for all Christians to give ten percent of their salary every month. However, there is a fundamental question: what was Malachi actually addressing? The context belongs to the covenant with Israel and to the system established by the Law. The text speaks about tithes and about “food” in God’s house. Therefore, it is not correct simply to remove Malachi from its historical context and automatically turn it into a modern rule requiring a percentage of one's salary. More importantly, many religious teachings quote Malachi 3:10 but rarely present the people with the complete context of Deuteronomy 14:22–29 and Deuteronomy 26:12. When we read these passages, we find the tithes associated with agricultural produce, and we also find the Levite, the foreigner, the fatherless, and the widow receiving a share. Therefore, if someone uses the Old Testament tithing system as an obligation for Christians today, they should at least explain fully how that system functioned rather than selecting only the passage that says to bring the tithes. We must also ask: Where did Jesus command His disciples to give ten percent of their salaries weekly, biweekly, or monthly? Where did the apostles establish a tithing payment schedule? The New Testament does not present such a rule. What we find is instruction to give voluntarily, help those in need, and use our resources with love and responsibility. The problem is not that someone contributes financially. Generosity is a Christian virtue. The problem arises when giving is transformed into a religious obligation accompanied by fear, threats, condemnation, or promises of financial prosperity, as though God were demanding a percentage of every person's salary. If a religious leader teaches that a Christian is obligated to give money as a tithe, it is fair to ask: Where is this commandment found in the teachings of Christ or the apostles?
Conclusion
When we examine the Scriptures as a whole, we see that the tithe in the Old Testament was part of the organization of Israel and was primarily related to the produce of the land and to animals. There were also specific instructions regarding its use and regarding assistance to the Levite, the foreigner, the fatherless, and the widow. In the New Testament, we do not find Jesus establishing a monthly requirement of ten percent of His disciples’ salaries. Nor do we find the apostles creating a financial collection system similar to what many people know today. Instead, we find generosity, willingness, sharing, and care for those in need. Therefore, we need to open our eyes and examine the Scriptures as a whole. We should not build a doctrine using only one verse while ignoring other passages that explain its context. God does not need to be presented as someone who threatens His people in order to obtain money. True generosity comes from a heart willing to help. As Paul taught: “Every man according as he purposeth in his heart, so let him give; not grudgingly, or of necessity: for God loveth a cheerful giver.” 2 Corinthians 9:7 Thus, rather than asking, “How much am I obligated to give?”, a Christian should ask: “How can I use what God has placed in my hands to help others, assist those in need, and demonstrate love?” That is the principle of generosity that we clearly see throughout the pages of the New Testament.


























