A Sexta Trombeta e a Destruição de Jerusalém
1. Introdução: A Profecia Que Muitos Ainda Esperam, Mas Já se Cumpriu
A sexta trombeta de Apocalipse 9 tem sido mal interpretada por muitos que esperam uma invasão futura e literal a Israel. No entanto, ao analisarmos cuidadosamente os textos, percebemos que essa profecia se refere claramente à destruição de Jerusalém no primeiro século, conforme anunciado por Jesus em Lucas 21.
A chave está em olhar espiritualmente e entender a linguagem profética usada nas Escrituras, sem aplicar os eventos do passado ao nosso presente.
2. Apocalipse 9:13-16 — O Altar, os Quatro Anjos e os Cavaleiros
“O sexto anjo tocou a trombeta... Solta os quatro anjos que estão presos junto do grande rio Eufrates.” “Então foram soltos... para matar a terça parte dos homens.” “O número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões.” — Apocalipse 9:13-16
Esse texto mostra que a sexta trombeta traria uma grande destruição. O exército mencionado é descrito como cavaleiros — linguagem comum nos tempos bíblicos, pois os exércitos da época eram compostos por soldados montados em cavalos, diferentemente dos dias atuais.
Nos dias de hoje, não há exércitos de cavaleiros. As guerras modernas usam aviões, drones, mísseis e tanques — ou seja, a descrição de Apocalipse é claramente referente a um tempo passado, e não algo que ainda está por vir.
3. Conexão com Lucas 21: A Palavra Direta de Jesus
“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei que é chegada a sua desolação.” “Eles cairão ao fio da espada e serão levados cativos.” — Lucas 21:20-21, 24
Jesus anuncia a mesma cena descrita em Apocalipse 9. Ele fala de Jerusalém sendo cercada, povo morrendo ao fio da espada e levado cativo — exatamente o que aconteceu no ano 70 d.C., com a invasão romana liderada por Tito.
Essa foi a grande tribulação daquele tempo. A cidade foi destruída, o templo queimado, milhares mortos, outros levados para o cativeiro. É o cumprimento claro e direto da palavra de Cristo.
4. A Geografia Profética: O Rio Eufrates
“Solta os quatro anjos que estão presos junto do grande rio Eufrates...” — Apocalipse 9:14
Essa referência ao Eufrates não se encaixa nos dias atuais, pois o rio já não representa uma barreira militar real. Mas no contexto do Império Romano, ele era uma fronteira estratégica, que separava Roma de potências como a Pártia.
O uso desse símbolo mostra que a visão é profética e contextualizada para o tempo em que foi escrita.
5. A Terça Parte dos Homens e a Matança Histórica
“A terça parte dos homens foi morta...” — Apocalipse 9:15
Segundo registros históricos, na invasão de Jerusalém em 70 d.C., um terço da população foi exterminada, cumprindo exatamente essa profecia. Flávio Josefo, historiador judeu, relatou o horror da invasão, com milhares mortos e a cidade completamente arrasada.
6. Por Que Essa Profecia Não É Para o Nosso Tempo
Hoje não se luta com cavalos, mas com tecnologia.
Não há necessidade de secar rios para invadir países — basta o uso de aviões e mísseis.
A linguagem usada em Apocalipse remete à guerra antiga.
Jesus mesmo apontou para aquela geração: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo se cumpra.” (Lucas 21:32)
Logo, o que muitos esperam para o futuro já se cumpriu no passado. O erro está em ignorar o tempo e o contexto das palavras de Jesus.
7. O Alerta: Estão Esperando Algo Que Já Aconteceu
O Reino já foi estabelecido. O juízo sobre Jerusalém já veio. Jesus já reina em Espírito. Mas muitos continuam esperando sinais visíveis, enquanto ignoram os cumprimentos espirituais das profecias.
8. Reflexão Final
Será que você está esperando por uma trombeta que já soou?
Está buscando uma destruição que já caiu sobre Jerusalém?
Você está ouvindo as palavras de Jesus ou se deixando levar pelas tradições humanas?
Será que você também não está rejeitando a presença do Senhor em Espírito, como fizeram os líderes da época?
Conclusão:
A sexta trombeta é um marco do juízo sobre Jerusalém. Ela se cumpriu com exatidão, como anunciado por Jesus. A verdade está nas palavras do próprio Cristo — e não nas doutrinas futuristas.












